Especialistas e pastores destacam a importância da paternidade para o desenvolvimento das novas gerações
10/01/2026
Especialistas e pastores destacam a importância da paternidade para o desenvolvimento das novas gerações
10/01/2026

R.: A Bíblia Sagrada é bem clara ao identificar os eleitos como aqueles que foram justificados por Deus (Rm 8.33). A própria Escritura ensina que essa justificação ocorre exclusivamente pela fé no sacrifício de Jesus (Rm 4.23; 5.2). Assim, pode-se afirmar que os eleitos são os salvos em Cristo, os quais foram escolhidos porque o Senhor, sendo Onisciente, sabia de antemão todos os que creriam no Evangelho de Seu Filho (Rm 8.29,30; 1 Pe 1.2). Apesar de esse ser um ensino evidente da Bíblia Sagrada, muitos o transformaram em discussões falaciosas, como se o Pai celeste escolhesse uns e rejeitasse outros de modo arbitrário. Contudo, Deus não faz acepção de pessoas; ao contrário, deseja que todas se arrependam de seus pecados, creiam no Evangelho e sejam salvas! (Dt 10.17; At 10.34; Ez 33.11; 1 Tm 2.3,4; 2 Pe 3.9). Outra distorção é enxergar a predestinação como um fim em si mesma. A Bíblia revela que os salvos foram predestinados por Deus para serem conformes à imagem de seu Filho, isto é, fomos separados para viver em santidade e realizar as mesmas obras que Jesus fazia. Esse é o propósito da predestinação, e não garantir que “uma vez salvo, salvo para sempre”, como afirmam alguns (Jo 14.12; Rm 8.29; Ef 1.3-6,11,12; 2 Co 3.18). Somente os que permanecerem fiéis ao Salvador serão salvos, ainda que tenham feito grandes obras nesta vida, supostamente em Nome de Jesus (Mt 7.21-23; 24.13; Ap 2.10b).

R.: Todo aquele que crê no Unigênito Filho de Deus e vive segundo Sua santa Palavra. Aliás, tais pessoas não apenas podem, mas também devem atender ao convite do Mestre para cear (Jo 6.53-58; 1 Co 11.23-29). Esta última passagem destaca a necessidade de discernimento espiritual para sentar-se à mesa da comunhão, pois se trata de um privilégio altíssimo, reservado àqueles que têm aliança com o Salvador e a mantêm íntegra. Participar da Santa Ceia sem o devido zelo é ingerir condenação. Por isso, o autoexame é indispensável. Entretanto, é preciso reafirmar o valor inestimável da mesa do Senhor para quem crê, uma vez que ela aponta para o sacrifício de Jesus. Algumas pessoas se afastam da ceia por causa do pecado, mas isso é um grande equívoco. O pecado não deve afastar ninguém da mesa, pois é nela que o crente se afasta do pecado. Em outras palavras, o momento da comunhão é ideal para livrar-se de toda transgressão e renovar a Aliança feita no sangue do Cordeiro, a fim de correr a carreira proposta pela Palavra (Hb 12.1,2).

R.: Não, pois a salvação, passaporte para o Reino dos Céus, é obtida exclusivamente pela fé no sacrifício do Senhor (Ef 2.8-10). A ideia equivocada indicada nessa pergunta talvez venha da leitura enviesada do evangelho de Mateus 11.12: E, desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao Reino dos céus, e pela força se apoderam dele. Entretanto, estudando os versículos antecedentes e posteriores, bem como a passagem paralela de Lucas 16.16, percebemos que o sentido das palavras de Jesus fica mais claro. A Antiga Aliança, regida pela Lei, vigorou até João Batista, seu último profeta. A partir do Mestre — que veio para cumprir a Lei —, a Graça passou a ser o meio pelo qual o homem buscaria o Senhor (Mt 5.17; Jo 1.17). Diante disso, Cristo declarou que o esforço de todos deveria ser para entrar no Reino de Deus. É um engano pensar que não há necessidade de nada para ser salvo, bastando crer em Deus, como o apóstolo Tiago destaca: Tu crês que há um só Deus? Fazes bem; também os demônios o creem e estremecem (Tg 2.19). Confiar no Salvador exige negar a si mesmo, crucificar a carne e segui-Lo como exemplo (Lc 9.23; Gl 2.19,20). Isso demanda vontade, que a Bíblia chama de arrependimento, e esforço contínuo. É disso que o Mestre trata.


Foto: Arquivo Graça / Marcos AC

R.: O divórcio não é expressamente permitido nem proibido, mas é indesejado, conforme se percebe nos ensinos de Jesus (Mt 5.31,32; 19.3-12;  Mc 10.10-12; Lc 16.18). Trata-se de uma questão delicada e complexa, impossível de ser esgotada neste espaço. Dou apenas dois exemplos para reflexão: como fica uma mulher cujo marido saiu de casa há anos, sem lhe dar notícias nem lhe conceder o divórcio? Ela permanece casada de fato, ou apenas no papel? E a vítima de violência doméstica, não somente contra si, mas, em especial, contra os filhos pequenos? O marido pode e deve ser preso, mas a esposa é obrigada a manter o casamento? São questões difíceis, com muitas variáveis. Há diversos aspectos que precisam ser avaliados à luz da Bíblia pelos pastores e conselheiros da igreja, considerando cada situação (veja 1 Co 7). Recomendo o estudo do livro Casamento, divórcio e novo casamento, de Gordon Lindsay, publicado pela Graça Editorial, no qual o tema é analisado com profundidade.

R.: A Bíblia é explícita: um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos(Ef 4.4-6). Portanto, quem já foi batizado não deve descer às águas novamente só porque passou a frequentar outra igreja. O que acontece, muitas vezes, é a própria pessoa pedir o batismo por entender que o anterior não foi válido, pois, segundo ela, à época, não era convertida de fato nem compreendia o significado do ato. Infelizmente, muitos jovens — e não apenas eles ­— se batizam “no embalo”, acompanhando amigos, e depois percebem que esse ato não passou de um banho, como declaram. Cabe ao pastor analisar cada caso e instruir na Palavra quem solicita o batismo, seja o primeiro ou não.

R.: O anjo que anunciou à esposa de Manoá que ela teria um filho especial determinou que o menino seria consagrado a Deus desde o ventre, por meio do voto de nazireado (Jz 13). O termo hebraico nazir significa consagrado, dedicado,e envolvia características externas específicas — nem sempre idênticas a todos os votos, até porque eles eram voluntários (Nm 6.1-21). No caso de Sansão, o voto incluía abstinência total de vinho, bebida fermentada e qualquer alimento derivado da uva. Havia ainda um cuidado particular com a cabeça: seu cabelo jamais deveria ser cortado, como símbolo de sua consagração. Já com o apóstolo Paulo, o voto de nazireado, que também podia ser temporário, ocorreu de maneira inversa, pois ele raspou a cabeça em Cencreia (At 18.18).


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