
Aumento da solidão exige atenção de lideranças evangélicas
06/02/2026
Jesus Cristo cumpriu a Lei do Antigo Testamento, correto? Aquelas leis caíram por terra a partir do Novo Testamento?
Y. T., sem identificação da cidade
R.: O Senhor Jesus cumpriu a Lei, pois veio exatamente para esse propósito (Mt 5.17). Entretanto, é preciso cautela ao tratar desse assunto, para não contribuir para um grande engano cometido por algumas pessoas que afirmam: “Jesus cumpriu a Lei; portanto, estamos dispensados de cumpri-la”. Ela revela a vontade santa e eterna de Deus, porque reflete Seu caráter. Essa é a razão de o salmista enaltecê-la e ter grande prazer nela (Sl 19.7-13; 119.1-176). Por meio da Lei, conhecemos o que o Pai celeste espera de nós, sobretudo o que deve ser eliminado de nossa vida, pois ela revela o pecado, de sorte que não existiria transgressão sem ela (Rm 3.20; 5.13; 7.7-12; 1 Jo 3.4, entre outros). Logo, a Lei de Deus é essencial em nossa relação com Ele, em especial no que a Bíblia Sagrada denomina de santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor(Hb 12.14). O bom Pastor cumpriu por completo a Lei em nosso lugar, é verdade, pois nenhum ser humano, exceto Ele, foi, é ou será capaz de fazê-lo (Rm 3.23). Quando cremos em Seu sacrifício, somos salvos, pois Ele sofreu o castigo que era nosso (Is 53.4,5; Rm 6.23). Ao cumprir a Lei, o Salvador estabeleceu uma Nova Aliança em Seu sangue, de sorte que a Lei cerimonial — composta de sacrifícios e rituais para remissão dos pecados e adoração a Deus — foi abolida. O livro de Hebreus descreve isso em minúcias e mostra como tal fato nos abençoa, tornando-nos dignos de entrar — e permanecer — no Santo dos Santos, na augusta presença do Rei do Universo (veja os caps. 9 e 10). Quanto aos aspectos morais da Lei, todos permanecem válidos e o serão eternamente. Ou alguém, em sã consciência e temor, poderia afirmar que os seguidores de Jesus podem matar, roubar, adulterar, mentir ou praticar abominações sem sofrer punição? (Hb 10.26-31).
O que é fatalismo?
R. E. Q., via internet
R.: Trata-se de uma crença filosófica segundo a qual tudo o que tiver de acontecer acontecerá. É acreditar que o destino já está selado, e nada o modificará. Esse não é o ensino das Escrituras Sagradas, pois a Palavra revela que cada ser humano é responsável por seus atos, suas escolhas e respectivas consequências (Gl 6.7,8). Inclusive, adverte de modo enfático que o julgamento será individual, realizado pelo reto Juiz (Ec 11.9,10; 12.13,14; Ap 20.11-15, entre outros). Assim, fica evidente que o destino de cada um não está escrito nas estrelas, mas é definido pela própria pessoa, principalmente no que se refere à eternidade. Quem se arrepende de seus pecados e crê no Senhor Jesus tem a vida eterna; quem permanece incrédulo ou rebelde ao Salvador caminha para a condenação (Jo 3.16-21,36).
O rei Saul consultou o profeta Samuel por meio da pitonisa de En-dor (1 Sm 28.3,7-20). Pergunto: é possível consultar os mortos?
S. G., sem identificação da cidade
R.: Consultar mortos, assim como todas as práticas ocultistas, é abominação diante de Deus e conduz à condenação eterna no lago que arde com fogo e enxofre (veja Dt 18.9-14; Gl 5.19-21; Ap 21.8; 22.15, com destaque para as palavras abomináveis e feiticeiros). A mesma Bíblia que narra o ato insensato de Saul, que foi enganado pelo pai da mentira, também declara que isso foi decisivo para o fim de seu reinado e tácita condenação: Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão com que transgrediu contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar e não buscou o Senhor, pelo que o matou e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé(1 Cr 10.13,14).
É verdade que, no livro de Gênesis, existe um conflito entre os capítulos 1 e 2 acerca da ordem da criação?
H. S. P., via internet
R.: Não há qualquer conflito ou incoerência em todo o Texto Sagrado, porque as Escrituras não são de origem humana, embora o Senhor tenha usado pessoas para registrá-la (2 Tm 3.16,17; 2 Pe 1.20,21). Quem vê contradição na Bíblia está sob influência maligna, pois, desde o princípio, o diabo distorce a Palavra de Deus com o objetivo de roubar, matar e destruir o ser humano (Gn 3.1-19; Jo 8.44; 10.10). O primeiro capítulo do Livro Santo apresenta, de modo geral, como tudo foi criado. O segundo retoma a narrativa de maneira mais específica, concentrando-se na criação do ser humano e em seu papel como cuidador do mundo criado. Mostra que, diferentemente das outras criaturas vivas, o homem foi constituído de corpo e espírito, sendo o primeiro feito de material terrestre, e o segundo vindo do interior do Criador (Gn 2.7). É isso que o torna imagem e semelhança de Deus, conforme registrado em Gênesis 1.26-28. Onde estaria, então, o suposto conflito de narrativas?

Missionário, de acordo com a Palavra de Deus, quais são as definições de corpo, alma e espírito?
N. Y. R., sem identificação da cidade
R.: Como mencionado na resposta anterior, fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Sabemos também, pela Bíblia Sagrada, que o Senhor é trino — subsiste em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. O ser humano é semelhante nesse aspecto, pois é constituído de três partes (1 Ts 5.23). O corpo é a parte material, sujeito à deterioração com o tempo, como tudo no Universo. O espírito é imaterial, tem origem no “pulmão” do Criador, é eterno e retorna a Deus quando a pessoa morre (Ec 12.7). A alma é um elemento misto na medida em que se utiliza do organismo físico, mas não se limita a ele. Ela é a sede dos sentimentos, das emoções, bem como dos sonhos, dos anseios, das aspirações e dos demais aspectos imateriais, porém não necessariamente espirituais. A mente, por exemplo, está alojada na alma (não confundir mente com cérebro). A Bíblia aponta diferenças entre alma e espírito, embora não de modo cabal (1 Co 14.13-15; Hb 4.12). Usamos uma frase que pode ajudar a entender esse assunto: o homem é um espírito que possui uma alma, os quais residem em um corpo.
É certo orar pelos dízimos e pelos dizimistas, pedindo que Deus os abençoe?
J. Z., via internet
R.: Antes de responder, pergunto: em que circunstância seria errado pedir a bênção de Deus para alguém? Isso não equivale a abençoar? As Escrituras exortam os cristãos a abençoar todos, inclusive (e em especial) os inimigos (Mt 5.44-48; Rm 12.14,17-21). As pessoas que entregam o dízimo têm uma promessa solene do Todo-Poderoso de que bênçãos sem medidalhes pertencem (Ml 3.10-12
– ARA). O ensino da determinação, característico de nossas mensagens, consiste em identificar, na Palavra, por meio da ação direta e pessoal do Espírito Santo, as promessas do Senhor e delas tomar posse, declarando-as no mundo espiritual (Mc 11.22-24). No entanto, há sim, na Bíblia Sagrada, uma situação em que orar por alguém é ineficaz, embora não seja proibido: a intercessão por quem comete pecado para morte, isto é, a blasfêmia contra o Espírito Santo (1 Jo 5.16,17). Isso, porém, não se aplica aos filhos de Deus obedientes e fiéis, ou estou enganado?


