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01/05/2020
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Carreira

Sal e luz

O cristão deve se destacar no trabalho pela competência profissional e pelo bom testemunho

Por Ana Cleide Pacheco

Metas a cumprir, cobranças dos superiores, competição entre colegas, busca por ascensão profissional. Eis uma “radiografia” resumida do mundo do trabalho na atualidade. Destacar-se dos demais é a palavra de ordem. Contudo, para aqueles que professam a fé em Jesus, ser bem-sucedido ultrapassa esses desafios. Significa demonstrar, por meio de palavras e, principalmente, de ações, a sua submissão a Cristo.

Foi o que revelou um estudo, realizado nos Estados Unidos pelo instituto de pesquisas Barna Group, sobre o comportamento dos cristãos no ambiente de trabalho. De acordo com a maioria dos entrevistados, determinadas questões, como ética e integridade moral, devem pautar a conduta deles no mundo corporativo. Os participantes do estudo também acreditam que exercer as funções de maneira excelente é essencial para glorificar a Deus. Ressaltaram ainda que resistir a tentações, assim como não enganar colegas ou patrões, é outra forma de demonstrar o compromisso com valores cristãos. O mesmo levantamento sublinhou que os servos de Deus não querem chamar a atenção para si e que fazem amizade com não convertidos a fim de pregar-lhes o Evangelho.

Ao comentar o estudo, a estagiária de Administração de Empresas Cristiane Teixeira de Barros Marvila, 31 anos, disse que a postura do salvo fala por si. “Nosso comportamento, bom ou mau, é um testemunho, pois somos observados. Ter atitudes que demonstrem Cristo em nós é essencial para levar Jesus às pessoas.” Ela se alegra quando algum colega de trabalho, ou alguém que não a conhece, pergunta se ela é evangélica, apenas observando sua postura. “Acredito que estou no caminho certo, que não pertenço a este mundo. Estou sendo sal e luz [Mt 5.13 e 14]. Isso é gratificante”, conta Cristiane, membro do Ministério O Vínculo da Paz, no bairro Engenhoca, em Niterói (RJ).

“Algo diferente” – Ser sal da terra e luz do mundo é uma marca do conhecedor da Palavra, lembra a especialista comercial Ingrid Santos Silva de Araújo, 33 anos, da Filadélfia Church, em Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). “O sal não pode passar despercebido”, assinala, frisando que a presença desse ingrediente nos alimentos é sempre perceptível e que assim deve ser o redimido. “As pessoas podem até não saber exatamente a nossa religião, porém sabem que há algo diferente em nós.”

Contudo, o ambiente de trabalho pode ser desafiador para o convertido. Essa é a avaliação da técnica em Enfermagem Quézia Pereira da Silva, 43 anos. “Precisamos pedir sabedoria a Deus, todos os dias, para suportar as pressões e permanecer sendo sal.” Ela conta que, no passado, esteve submetida a uma gestora “amarga”, que tratava os membros da equipe com rispidez. “Em um dos plantões, ela foi grosseira comigo na frente dos colegas. Não respondi.”

Segundo Quézia Silva, o fato de ser cristã pesou para que a chefe tivesse aquele comportamento em relação a ela. Mas, tempos depois, quando não estava mais na equipe, a técnica em Enfermagem pôde ajudá-la quando ela atravessava um momento difícil, após a perda de um ente querido. “Importante é viver em Cristo, pois os frutos são perceptíveis”, opina Quézia, membro da Assembleia de Deus Ministério Ebenézer, em Araruama (RJ).

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