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    Carreira

    “Momentos difíceis” – Há crentes que enfrentam, com certa frequência, situações claras de intolerância religiosa no exercícios de suas funções laborais. Que o diga a supervisora de Departamento Pessoal Márcia Firmiano Sousa, 41 anos, membro da Comunidade Shamah, em Icaraí, na cidade de Niterói (RJ). Ela já passou por diversas situações de preconceito, pelo fato de ser cristã, mas afirma que jamais se deixou abater. “Nunca me intimidei com as afrontas e perseguições. Pelo contrário, elas me fortaleciam, e eu me achegava mais a Deus, buscando sabedoria e Sua vontade boa, perfeita e agradável.” Márcia conseguiu ajudar muitas pessoas que buscavam conselhos, e, assim, encontraram a Palavra libertadora de Cristo. “Sou feliz por não ter entrado em conflitos desnecessários, porém ainda mais feliz por nunca ter recuado nos momentos difíceis”, assinala.

    A assistente financeira Verônica Peçanha, 46 anos, membro da Primeira Igreja Batista em Duque de Caxias (RJ), concorda com Márcia Sousa e relata, com tristeza, que a perseguição e o deboche, inúmeras vezes, vêm até de outros irmãos na fé. “Ao me converter, mudei completamente meu linguajar, minhas roupas e minha postura. Por isso, uma pessoa, também cristã, começou a me perseguir. Ela ria e debochava de mim.” Por outro lado, o comportamento de outra colega de trabalho fez toda a diferença em sua vida, antes mesmo de Verônica aceitar Jesus. “Nela, eu via Cristo. Inclusive foi ela que me apresentou o Senhor. São 20 anos de conversão, graças ao testemunho de uma serva genuína. Ela mal abria a boca para falar que era cristã, mas agia como Jesus ali”, compara.

    “Todas as ações” – Outro ponto citado no estudo do Barna Group diz respeito à Igreja e ao papel desempenhado por ela entre os salvos. A instituição funciona como um importante incentivo à fé e à integração dos cristãos no trabalho. É o que pensa a Pra. Regiane Cardozo Miranda, 43 anos, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Funcionários II, em João Pessoa (PB). Ela acredita que, se o cristão estiver alicerçado na Palavra, terá êxito em qualquer local. “Trabalhei em algumas empresas e sempre percebi o anseio das pessoas em nos ver como sal, luz, referência.”

    A pregadora lembra que as aflições são inerentes à vida cristã. “Na Bíblia, vemos histórias de heróis da fé, como Moisés, Abraão e tantos outros, que passaram por lutas e perseguições, mas não esmoreceram.” Segundo Miranda, quando se tem um propósito dado por Deus, a missão se torna maior do que os problemas. “Assim, seguimos em frente. O importante é ter essa consciência cristã. Isso, sim, fará a diferença na jornada.” [Leia, no final desta reportagem, o quadro A Bíblia e o trabalho]

    A pastora auxiliar Alexsandra Gualberto Costa, 43 anos, da sede estadual da IIGD em Belo Horizonte (MG), pensa de forma semelhante. “Creio em uma Igreja atuante e firme, formando uma geração de adoradores e trabalhadores qualificados e éticos. Prova disso é que algumas empresas preferem contratar funcionários cristãos, por causa da boa índole deles”, informa Alexsandra Costa. Ela lembra que, embora os ensinamentos da Palavra sejam a base de uma vida justa e digna, nem sempre agradam, porque implicam mudanças radicais. “Infelizmente, algumas vezes, o cristão sofre por fazer o que é certo em um mundo onde isso não tem importância e, não raramente, onde prevalece o erro.” No entanto, ela diz que cabe a todo servo de Deus ser transparente, sem esconder a fé em Jesus. “Agindo assim, dará bom testemunho e, provavelmente, ganhará almas para o Reino.”

    A Bíblia e o trabalho

    A Palavra de Deus traz diversas passagens sobre esse tema. Afinal, segundo as Escrituras, Deus mesmo criou a primeira profissão humana: E tomou o SENHOR Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar (Gn 2.15). Confira algumas delas:

    Quando também segardes a sega da vossa terra, o canto do teu campo não segarás totalmente, nem as espigas caídas colherás da tua sega. Semelhantemente não rabiscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o SENHOR, vosso Deus (Lv 19.9,10).

    Viste um homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não será posto perante os de baixa sorte (Pv 22.29).

    E também que todo homem coma e beba e goze do bem de todo o seu trabalho. Isso é um dom de Deus (Ec 3.13).

    Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade (Ef 4.28).

    […] se alguém não quiser trabalhar, não coma também. Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes, fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos e exortamos, por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão. E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem (2 Ts 3.10-13).

    (Fonte: Bíblia Sagrada)


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