
COMPROMISSOS DO CASAMENTO
09/02/2026
Vacina aprovada
Em dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo (SP). Com distribuição exclusiva pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o imunizante (foto ilustrativa) será oferecido gratuitamente à população nas unidades públicas de saúde. Trata-se da primeira vacina totalmente criada e produzida por um laboratório brasileiro para combater a doença. Como parte das exigências regulatórias, o Butantan deverá manter pesquisas complementares, além de acompanhar de maneira contínua os vacinados, a fim de monitorar a segurança e o desempenho do produto em larga escala. A Butantan-DV, como foi nomeada, é tetravalente – protege contra os quatro sorotipos da enfermidade (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4) – e será aplicada em dose única, característica inédita entre os imunizantes desse tipo disponíveis no mundo. Por enquanto, a autorização da ANVISA contempla indivíduos com idades de 12 a 59 anos. Grávidas, pessoas idosas e imunodeficientes não estão incluídas na recomendação inicial, mas esses grupos poderão ser incorporados futuramente, caso novas evidências científicas sustentem a ampliação. Segundo o Instituto Butantan, mais de um milhão de doses já foram produzidas. (Patrícia Scott com informações de UOL Saúde)

Combate à obesidade
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou recentemente sua primeira orientação global acerca do uso de medicamentos à base de GLP-1, que faz parte do grupo das chamadas “canetas emagrecedoras”: Ozempic (foto), Wegovy e Mounjaro. A diretriz da OMS aborda o papel dessas terapias no enfrentamento da obesidade, condição que já afeta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o planeta. Esses remédios reproduzem a ação do hormônio GLP-1, que participa da liberação de insulina e contribui para o aumento da sensação de saciedade por meio de vias regulatórias no cérebro. Segundo a OMS, seu uso pode ser indicado para adultos, exceto gestantes, em tratamentos prolongados da obesidade. No entanto, apesar de reconhecer que os resultados clínicos são eficazes na perda de peso, a agência ressalta que ainda há lacunas importantes sobre a segurança dessas substâncias e de seu desempenho ao longo dos anos. A instituição enfatiza que, isoladamente, tais medicamentos não serão suficientes para reverter a escalada global da obesidade, problema que eleva o risco de uma série de doenças crônicas, incluindo enfermidades cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer. Por esse motivo, a organização recomenda que as terapias com GLP-1 sejam combinadas a uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e políticas públicas que favoreçam ambientes mais saudáveis. Por fim, a OMS chama atenção para o desafio do acesso: a previsão é de que, até 2030, menos de 10% das pessoas que poderiam se beneficiar com os tratamentos com GLP-1 conseguirão utilizá-los. (Patrícia Scott com informações de G1)

Jovialidade cerebral
Atividades artísticas, como dança e pintura (foto), podem contribuir para retardar o envelhecimento do cérebro. Essa é a principal constatação de um estudo analítico internacional que analisou dados de mais de 1.200 pessoas de 13 países, incluindo o Brasil. Divulgado recentemente na revista científica britânica Nature, o levantamento indica que indivíduos que praticam atividades criativas regulares tendem a apresentar um cérebro funcional até sete anos “mais jovem” do que o esperado para sua faixa etária. Os pesquisadores observaram que participantes com hobbies ligados à criatividade exibiam uma comunicação neural mais robusta, especialmente em regiões cerebrais normalmente afetadas pelo avanço da idade. Além disso, constataram que quanto mais intensa a prática criativa, mais eficiente se mostrava a interação entre os neurônios, evidenciando a habilidade do cérebro de se ajustar a desafios, rotinas diferentes e novos contextos. Os autores do estudo afirmam que o fortalecimento da plasticidade cerebral contribui para preservar a memória, a capacidade de raciocínio e as habilidades motoras — funções que declinam ao longo dos anos — e comparam o impacto da criatividade ao de atividades físicas, pois ambas promovem reorganizações nas redes neurais ao estimular o cérebro de maneiras variadas. Entretanto, os cientistas ressaltam que os resultados não devem ser interpretados como uma solução única para manter a mente jovem, destacando que outros elementos, como bons hábitos alimentares, prática de exercícios e predisposições genéticas, também influenciam no envelhecimento cerebral e precisam ser considerados. (Patrícia Scott com informações de CNN Brasil)


