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01/05/2020
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Perfil | Pr. André Luiz Inácio

“De todo o coração”

Pastor carioca conta como se libertou das
drogas e se tornou um pregador do Evangelho

Por Ana Cleide Pacheco

O Pr. André Luiz Inácio, 51 anos, é queridíssimo pelos amigos e pelos membros da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Jardim Jalisco, em Resende (RJ), município do sul do estado. Mas, há 23 anos, sua vida era bem diferente: ele foi dependente químico até conhecer o Evangelho, aos 27 anos. Seu primeiro contato com as Escrituras Sagradas, porém, aconteceu muito tempo antes, quando seus pais se converteram na Igreja da Graça, na Estrada do Portela, em Madureira, zona norte do Rio de Janeiro.

A mãe dele, Terezinha Gonçalves Inácio (já falecida), frequentemente era tomada por espíritos que tentavam jogá-la de um precipício. Algumas pessoas, julgando terem condições de lidar com essa situação, tentavam ajudá-la. Contudo, o quadro de Terezinha só piorava. Até que seu marido, Olávio da Silva Inácio, hoje com 76 anos, conheceu um colega de trabalho que lhe anunciou as Boas-Novas do Reino.

Ao saber da possessão, o colega de Olávio o aconselhou a usar o Nome de Jesus para expulsar aqueles seres malignos. Quando novamente a esposa ficou possessa, Olávio fez como o amigo recomendara, e a entidade a deixou. Então, o casal decidiu procurar a IIGD. “Na época, quem estava à frente era o próprio Missionário R. R. Soares. Ele os ajudou e aconselhou minha mãe a se desfazer de todas as coisas ligadas às trevas. Isso desencadeou o processo de libertação e conversão não só dela como também de toda a família. Eu, porém, demorei um pouco para entender onde era o meu lugar.”

Na adolescência, André foi usuário de maconha. No começo, fazia isso de forma esporádica, apenas em festas e quando estava com amigos. Depois, passou a usar diariamente, até chegar a consumir entorpecentes várias vezes por dia. A essa altura, já casado com Tânia Cristina Marques Domingos Inácio, hoje com 43 anos, e pai de Marlon Atos Domingos Inácio, 26, ele conta que vivia um inferno. Brigas e desentendimentos eram constantes, levando-o a usar ainda mais drogas.

O Pr. André Luiz Inácio com sua esposa, Tânia: “Meu objetivo não era ser pastor, e sim servir a Deus de todo o coração. E aprouve a ele que eu fosse ordenado. Sinto-me privilegiado por fazer parte do corpo de pastores dessa Igreja que tanto ajudou a minha família”

Vida diferente – Um dia, em agosto de 1996, cansado daquela situação, André Luiz ligou a TV e se deparou com uma pregação na Igreja da Graça. “Todas as suas falas vinham ao encontro do que eu estava vivendo. Eu ficava me perguntando como aquele homem sabia da minha vida.” André começou a “discutir” com o pastor diante da TV, até que o pregador declarou, com o dedo em riste: Se você realmente quer uma mudança e acredita que Deus pode transformar sua vida, saia da sua casa agora e vá à Estrada do Portela, 215.

André obedeceu, e, ao chegar ao local, o tema da mensagem era sobre Malaquias 3.18: Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve. O jovem entendeu o recado do Espírito Santo e decidiu que queria algo diferente. Começou a frequentar as reuniões da IIGD e, oito meses depois, foi batizado nas águas. Logo em seguida, recebeu o batismo do Espírito Santo.

As drogas ficaram no passado, e sua família foi restaurada. Depois da conversão, ele e a esposa foram abençoados com o nascimento do filho caçula, Handrey Domingos Inácio, agora com 19 anos. Com a caminhada cristã, André Luiz recebeu o chamado para servir no ministério pastoral, mas fugiu enquanto pôde. No entanto, depois de concluir o curso da Academia Teológica da Graça de Deus (Agrade), ele e a família passaram a congregar na Igreja da Graça em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro, onde se tornou líder do evangelismo.

Depois de alguns meses, foi ungido como obreiro e, em seguida, levantado como pastor auxiliar. Há dois anos, veio a designação para pastor titular, estando, neste momento, à frente da Igreja da Graça em Jardim Jalisco. “Meu objetivo não era ser pastor, e sim servir a Deus de todo o coração. E aprouve a Ele que eu fosse ordenado. Sinto-me privilegiado por fazer parte do corpo de pastores dessa Igreja que tanto ajudou a minha família”, finaliza André Luiz.


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