Medicina e Saúde | Revista Graça/Show da Fé
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01/01/2021
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01/01/2021

Medicina e Saúde – 258

Não é alergia

Inchaços pelo corpo que aparecem várias vezes durante o mês. Alergia? Talvez. Mas a hipótese de angioedema hereditário (AEH) não pode ser descartada. Trata-se de uma condição provocada pela deficiência de uma proteína produzida pelo próprio organismo, a qual atua nas reações inflamatórias do corpo. Os inchaços costumam surgir nas extremidades, como os pés e as mãos (foto), e nas regiões genital e abdominal, face e até na laringe. Nos casos de inflamação dessa cavidade (situada entre a faringe e a traqueia), o paciente pode morrer por asfixia. Quando ataca a região abdominal, o desconforto é grande, pois a pessoa sente dores fortes e náusea e pode vomitar e ter diarreia. As crises duram de cinco a sete dias e, normalmente, ocorrem sem um motivo aparente.
Um dos sinais para diferenciar o angioedema hereditário das alergias é que as crises de AEH não são acompanhadas do surgimento de placas vermelhas ou outras reações na pele. Ainda assim, por ser desconhecido da maioria dos profissionais de saúde, o AEH é frequentemente subdiagnosticado, o que faz com que os portadores passem muitos anos (até mais de uma década) em busca de um tratamento efetivo. Embora a doença não tenha cura, quando é corretamente diagnosticada, os sintomas podem ser controlados, garantindo melhor qualidade de vida dos pacientes. (Élidi Miranda, com informações de Ketchum)

Vantagens da manipulação

Quando alguém sai do consultório médico, geralmente, corre até a drogaria mais próxima para comprar os medicamentos da receita. Em várias situações, essa é a única opção. Mas não são poucos os casos em que se pode optar por mandar manipular o medicamento receitado. As vantagens são muitas. Em primeiro lugar, porque os fármacos podem ser manipulados na dosagem exata para cada pessoa, como 40mg, 60mg, enquanto os remédios industrializados, normalmente, contêm quantidades de 50mg, 100mg, 150mg e, assim, por diante. A apresentação dos medicamentos fornecidos pela indústria é em gotas, suspensão ou comprimidos e cápsulas. No caso das farmácias de manipulação, há outras opções, como chocolates, gomas de mascar e até pirulitos, que podem ajudar na adesão de crianças e de adultos ao tratamento. Quando existe a recomendação médica para o uso de mais de um medicamento, é possível até mesmo juntar todos os fármacos em uma única formulação, facilitando a vida do paciente. Além de todos esses benefícios, em muitos casos, o valor do medicamento manipulado é mais atraente que o preço do produto industrializado. (Élidi Miranda, com informações de MGA Press)

Problema precoce

Cinco minutos com a Dra. Georgete de Paula

POR ÉLIDI MIRANDA

Três em cada dez crianças brasileiras, com idades de 5 a 9 anos, estão acima do peso. Entre as crianças menores de cinco anos, 15,9% têm excesso de peso. Essas informações do Ministério da Saúde têm sido motivo de preocupação para médicos e autoridades. Isso não se trata apenas de um problema nacional: em todo o mundo, estima-se que existam quase 160 milhões de crianças e adolescentes, com idades de 5 a 19 anos, convivendo com o excesso de peso, segundo estimativa da organização World Obesity (em português, Obesidade Mundial). Nesta entrevista, a endocrinologista pediátrica Georgete de Paula, mestre em Saúde da Criança e do Adolescente, fala sobre as implicações da obesidade para a vida dos pequenos e como ajudá-los a enfrentar o problema.

É possível prevenir a obesidade infantil ou se trata de uma questão relacionada apenas à genética?
Mais de 90% da causa de obesidade infantil é exógena, ou seja, deve-se à grande ingestão de alimentos muito calóricos e a pouco gasto energético. Sendo assim, é possível atuar na prevenção, fazendo com que as crianças tenham hábitos de vida mais saudáveis.

Além da alimentação inadequada, existem outros fatores que levam à obesidade?
A obesidade é multifatorial e pode incluir causas genéticas, endocrinológicas, ambientais e comportamentais.

Como a obesidade interfere na vida da criança a longo prazo?
Pode resultar em complicações como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e alteração dos níveis de colesterol.

O que fazer para ajudar uma criança obesa ou com sobrepeso?
Em primeiro lugar, a família precisa estar disposta a mudar hábitos. É fundamental que exista a participação de todos, pois a criança age segundo os exemplos que tem. É necessário evitar a compra de alimentos calóricos e ultraprocessados, introduzir mais frutas e verduras e aumentar a atividade física.

Qual é a influência da gestação sobre o desenvolvimento da obesidade infantil?
O ganho de peso materno durante a gestação pode aumentar a probabilidade de obesidade infantil, e uma alimentação materna rica em gorduras, por exemplo, pode influenciar negativamente na microbiota intestinal do bebê [conjunto de microrganismos (não só bactérias) que povoam o trato gastrointestinal (TGI) humano e que, em condições normais, não nos causam doenças].

O tempo de aleitamento materno pode ter alguma influência sobre o peso que a criança terá na infância?
Já se sabe que bebês que receberam aleitamento materno têm um menor índice de obesidade no futuro.

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