Missões | Revista Graça/Show da Fé
Sociedade
01/09/2020
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01/09/2020
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Missões – 254


Alerta ao mundo

Foto: Reprodução

Cinco cristãos foram executados a tiros por extremistas islâmicos no Norte da Nigéria, país africano de 214 milhões de habitantes. A ação foi filmada, e o vídeo, de 35 segundos, ficou disponível no YouTube até ser removido pela plataforma. Nas imagens, os cinco homens aparecem de olhos vendados e ajoelhados, e os carrascos mascarados estão atrás deles, portando fuzis AK-47. Antes de disparar contra as vítimas, um dos executores informa que aquilo é um aviso a todos os que estão sendo usados pelos infiéis para converter muçulmanos ao cristianismo.

Os assassinos são membros do Estado Islâmico da Província Oeste da África (ISWAP, a sigla em inglês), grupo que se separou (foto) do Boko Haram, a maior milícia muçulmana da Nigéria. A Organização das Nações Unidas (ONU) e outras instituições defensoras dos direitos humanos vêm alertando o mundo sobre esse tipo de genocídio em território nigeriano. (Élidi Miranda, com informações de Morning Star News)


Polícia conivente

Foto: Reprodução

A intolerância religiosa na Índia, nação asiática de 1,3 bilhão de habitantes, é tanta que os cristãos não têm a quem recorrer para terem seus direitos minimamente garantidos. Em diversas províncias, a própria polícia (foto), sem amparo legal, encarrega-se de pressionar os crentes em Jesus a abandonar sua fé.

Há pouco tempo, seis famílias cristãs foram a uma delegacia denunciar o ataque que haviam sofrido de seus vizinhos hindus, na província do distrito de Latehar, no Norte do país. Os líderes da comunidade haviam reunido um grande grupo de hindus para ir até a casa daquelas pessoas, a fim de exigir que renunciassem às convicções delas ou deixassem o vilarejo. Diante da recusa, o chefe de cada família teve os pés e mãos amarrados com cordas e foi surrado. As vítimas desse ato desumano não receberam ajuda das autoridades e ainda foram orientadas pelos policiais a deixar o lugar. (Élidi Miranda, com informações de The Christian Post)


Brutalmente assassinados

Foto: Reprodução

Alguns seguidores de Cristo em Uganda tinham um plano para pregar o Evangelho aos muçulmanos que vivem da pesca na região dos lagos Kyoga (foto) e Nakuwa, situados no Leste do país africano, de 43 milhões de habitantes. Eles se instalariam na área como pescadores e, à medida que fizessem amizade com os habitantes, compartilhariam a Palavra com eles e iriam convidá-los para participar de encontros de fé. Contudo, os extremistas islâmicos reuniram homens na margem do lago onde os missionários estavam e os atacaram. Dois deles foram espancados e morreram afogados. Três suspeitos foram presos.

A Constituição de Uganda prevê liberdade de crença. Portanto, na teoria, qualquer cidadão pode propagar suas crenças e mudar de opinião. Os muçulmanos representam apenas 12% da população e se concentram no Leste do país, onde o radicalismo tem ganhado força. (Élidi Miranda, com informações de Morning Star News)


Perseguição e conversões

Foto: IRNA

Um contingente expressivo de servos de Cristo está sendo preso no Irã, nação (foto) que tem 85 milhões de habitantes. Lá, a pregação bíblica é proibida, e uma nova lei estendeu a censura ao ambiente virtual. Foram banidos cultos, conversas, debates ou ministrações via internet.

Quem posta, baixa vídeos ou assiste a esse conteúdo comete crime de manipulação psicológica. E a lei está sendo respeitada à risca: os descumpridores perdem o emprego mesmo antes de ir a julgamento. Se forem considerados culpados, cumprirão sentença de, no mínimo, cinco anos de prisão. Nos casos mais graves, é aplicada a pena de morte.

Apesar disso, as conversões ao cristianismo no Irã continuam crescendo. Somente durante os primeiros seis meses de 2020, um ministério evangélico atuante no país registrou – pela web – testemunhos de três mil salvos por mês. Esse número é dez vezes maior do que o apresentado em 2019. (Élidi Miranda, com informações de Mission News Network MNN e Guiame)


Discurso paradoxal

Foto: Reprodução

O governo da Arábia Saudita, nação do Oriente Médio de 34 milhões de habitantes, quer transformar o preconceito contra muçulmanos em crime de racismo. Dirigindo-se ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, o chefe da Missão de Direitos Humanos saudita, Meshaal Al Balawi (foto), declarou que a internet se transformou em um campo fértil para espalhar essa discriminação qualificada por ele de islamofobia.

A ação é preocupante, pois esse discurso, se adotado pela ONU e por seus países-membros, poderá levar a atitudes repressivas em todo o globo. A argumentação de Balawi também se destacou, porque contradiz a realidade. A Arábia Saudita é um dos Estados mais fechados e intolerantes à fé cristã e ao judaísmo, ocupando a 13ª posição no ranking da perseguição religiosa da Missão Portas Abertas. (Élidi Miranda, com informações de Barnabas Fund)


Casamentos forçados

Foto: Reprodução

O rapto de adolescentes e jovens cristãs é uma prática comum no Oriente Médio. Elas, quase sempre, são estupradas, convertidas à força ao islã e obrigadas a se casar (foto) com os sequestradores. Em um caso recente, uma família paquistanesa teve a casa invadida por 12 homens com o objetivo de sequestrar sua filha de apenas 13 anos. O caso aconteceu no distrito de Punjab, no Leste do Paquistão, nação de 234 milhões de habitantes, de maioria islâmica. Os pais e os irmãos da adolescente reagiram à investida e impediram o sequestro, mas ficaram gravemente feridos em consequência do violento ataque. Ainda assim, a polícia local se recusou a registrar a ocorrência, e o serviço médico daquela área não lhes prestou atendimento.

Recorrer ao sistema judiciário também não é uma opção. Em um caso semelhante, ocorrido em 2019, a família de uma menina de 14 anos, que havia sido raptada e forçada a se casar, entrou na Justiça contra o marido muçulmano. Segundo as leis paquistanesas, por ser menor, ela não poderia ter contraído matrimônio. Ainda assim, o juiz deu ganho de causa ao sequestrador, alegando que a adolescente já havia menstruado e, portanto, estava apta para a união. (Élidi Miranda, com informações de The Christian Post)


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