Missões | Revista Graça/Show da Fé
Capa | Brasil
22/12/2023
Na prateleira – 293
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População desesperada

Foto: Michele Sibiloni / AFP

Os servos de Deus que residiam no bairro cristão de Masosi, em Oicha, no Leste da República Democrática do Congo (RDC), país africano de 112 milhões de habitantes, abandonaram suas casas após uma chacina. No ataque, perpetrado por integrantes das Forças Democráticas Aliadas – uma milícia ligada ao grupo terrorista Estado Islâmico, 30 cristãos, incluindo 12 crianças, foram assassinados. Testemunhas afirmam que os extremistas invadiram a aldeia, situada na província de Kivu do Norte, saquearam comércios, incendiaram residências (foto ilustrativa) e mataram a tiros os que tentavam fugir. Quem não conseguiu escapar morreu carbonizado dentro de casa. Até o fechamento desta edição, o número total de vítimas não havia sido divulgado. A população cristã de Oicha está desesperada e desiludida, revelou uma fonte local, indicando que atos de violência como esse estão se tornando frequentes na província e em toda a África Subsaariana. (Élidi Miranda, com informações de Open Doors UK)


Vítima de espancamento

Foto: Alan David / Unsplash

Um evangelista de Kampala, capital da Uganda, país africano de 48 milhões de habitantes, foi espancado por extremistas muçulmanos até ficar inconsciente. Gritando a palavra kafir (infiel, em árabe) e a frase de ordem jihadista: Allah akbar (Deus é maior), seis homens atacaram Robert Settimba, 27 anos, quando ele voltava para casa, após realizar pregações nas ruas.

Um amigo do pregador viu quando os agressores o agarraram e desferiram chutes e socos, enquanto outros batiam nele com pedaços de madeira. Alguns pedestres gritavam para que eu saísse dali, pois também poderia ser agredido, revelou o rapaz. Ele chegou a buscar ajuda em uma igreja próxima, mas, ao retornar ao local do ataque com outros cristãos, encontrou Settimba desacordado.

Conhecido por suas pregações em Kampala (foto), o evangelista foi levado ao hospital com ferimentos pelo corpo. Já internado, o jovem ministro revelou ao Morning Star News: Em minha missão, muitos já se voltaram para Cristo, especialmente homens e mulheres de negócios, estudantes e alguns líderes muçulmanos. (Élidi Miranda, com informações de Morning Star News)


Coação e ameaças

Foto: Matan Levanon / Unsplash

No Laos (foto), país asiático de 8 milhões de habitantes, cristãos estão sendo proibidos de manifestar sua fé. Na aldeia de Khampou, localizada na província de Savannakhet, no Sudoeste do país, o vice-líder da localidade e agentes de segurança da região interromperam o culto de uma igreja doméstica, alegando que os crentes em Jesus teriam irritado os espíritos ou deuses ao trocá-los pelo cristianismo.

Em comunicado, a organização humanitária Observador dos Direitos Humanos para a Liberdade Religiosa do Laos (HRWLRF, a sigla em inglês) informou: eles [os cristãos] foram ameaçados de prisão e de pagarem uma enorme multa se não seguissem a ordem para interromper o exercício da sua liberdade religiosa. Segundo o HRWLRF, a perseguição das autoridades tem sido implacável nos últimos anos. Isso porque depois que a primeira família da aldeia abraçou a fé cristã, em 2019, pelo menos 180 aldeões aceitaram Cristo. Desde então, passaram a ser coagidos a abandonar a sua crença. De acordo com a organização humanitária, dos 180 convertidos ao Evangelho naquele ano, apenas três famílias– cerca de 15 pessoas – permaneciam firmes na fé cristã. (Élidi Miranda, com informações de Christian Broadcasting Network – CBN)


Igreja demolida

Foto: Reprodução – Facebook / Light of Life Church

Autoridades do governo de Uttar Pradesh, estado do Norte da Índia, nação de 1,4 bilhão de habitantes, demoliram a Igreja Luz da Vida – congregação cristã situada no distrito de Jaunpur –, sob alegação de que o prédio teria sido erguido ilegalmente. Segundo um oficial da igreja, a edificação, de dois andares, tem mais de uma década de existência e foi construída com permissão governamental.

Além disso, um grupo de 18 pessoas ligadas à denominação foram detidas, incluindo o líder, o Pr. Durga Prasad Yadav. As autoridades acusam o ministro, a esposa e o irmão dele de conspiração criminosa e condenaram a Luz da Vida (foto) a pagar o equivalente a 17 mil reais pelos custos da demolição.

O estado de Uttar Pradesh é governado por ultranacionalistas ligados ao Partido do Povo Indiano, defensor da tese de que o país pertence aos hindus e, portanto, todas as outras religiões, inclusive o cristianismo, devem ser eliminadas da sociedade. Tal ideologia, chamada de hindutva, tem incentivado a perseguição religiosa em quase todo o território indiano. (Élidi Miranda, com informações de Christian Broadcasting Network – CBN)


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