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Gordura ruim

Foto: SK imagine / Adobe Stock

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 40% dos adultos no Brasil apresentam colesterol alto. Este é um composto gorduroso, que, em excesso, aumenta o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

O colesterol é essencial para o funcionamento do corpo, inclusive para a metabolização de algumas vitaminas. A maior parte dele é produzida pelo próprio organismo, sobretudo pelo fígado. No entanto, uma dieta rica em itens gordurosos pode fazer esse órgão produzir mais lipídio do que o necessário.

Há dois tipos principais de colesterol: o LDL, também chamado de colesterol ruim, e o HDL, conhecido como colesterol bom. O LDL transporta colesterol para os tecidos e, em grande quantidade, promove a formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos (aterosclerose). Já o HDL faz o caminho inverso, retirando o excesso de gordura e facilitando a sua excreção. Para reduzir a quantidade de LDL no sangue, é essencial ingerir carnes magras e vegetais ricos em fibras e inserir na dieta principalmente peixes, como salmão, sardinha e atum, e fazer exercícios regularmente. (Élidi Miranda com informações de Tua Saúde, CNN Brasil e MD Saúde)


Problema mensal

Foto: M21Perfect / Adobe Stock

A cólica menstrual ou dismenorreia é um desconforto que acomete mais da metade das mulheres em idade fértil. A dor abdominal, que varia de intensidade de uma pessoa para a outra, pode vir acompanhada de náusea, diarreia, dor de cabeça e, em alguns casos, até desmaio.

Existem dois tipos de cólica: a primária, considerada normal e mais comum por ser provocada pela contração natural do útero; e a secundária, decorrente de condições como endometriose [presença do tecido que envolve a parte interna do útero fora da localização normal] e mioma [tumor benigno], entre outras doenças. Quando a dor é aguda e frequente em todos os ciclos, é fundamental procurar ajuda médica para investigar a origem do desconforto.

Além de lançar mão dos tradicionais analgésicos, outras medidas podem ser adotadas para aliviar as cólicas menstruais: aplicar uma bolsa de água morna ou compressa na região abdominal (tomando cuidado para não queimar a pele) para estimular o fluxo sanguíneo. A paciente também deve aumentar a ingestão de líquidos, principalmente de bebidas quentes, como os chás, e praticar atividade física, dentro e fora do período menstrual. (Élidi Miranda com informações de Biblioteca Virtual em Saúde, Vida Saudável e Viva Bem)


Diagnóstico necessário

Foto: Arquivo pessoal

Cinco minutos com a Dra. Lanucy Freita de Lima Maia

Por Élidi Miranda

Atualmente, quando se fala em autismo, logo se pensa em crianças com dificuldades de se comunicar e de fazer contato visual. Entretanto, o transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição bem mais complexa e com diferentes níveis de manifestação, as quais, nos casos mais leves, podem passar despercebidas na infância. A neurologista Lanucy Freita de Lima Maia, do Órion Complex, em Goiânia (GO), destaca a importância de diagnosticar corretamente o autismo mesmo na fase adulta.

O que é o transtorno do espectro autista?

Trata-se de um transtorno de neurodesenvolvimento com origem genética. Esse distúrbio causa alterações funcionais no cérebro, relacionadas ao desenvolvimento motor, da linguagem e do comportamento.

Sendo uma condição de origem genética, por que muitos passam pela infância e chegam à vida adulta sem um diagnóstico?

Na verdade, quando os adultos de hoje eram crianças, não tínhamos o conhecimento que temos atualmente. Dessa forma, o diagnóstico de TEA não era feito. Nos casos mais graves, as crianças recebiam diagnóstico de retardo mental ou outro quadro psiquiátrico, e os casos mais leves não eram valorizados.

Quais são os principais sintomas de autismo em adultos?

Dificuldade de comunicação e interação social, além de comportamentos restritos com problema de mudança da rotina e alterações sensoriais (como aversão ao barulho ou a algumas texturas). Limitação para compreender conversas, principalmente quando há figuras de linguagem. Resistência de olhar nos olhos, expressar sentimentos e apresentar hiperfocos [fixação momentânea sobre determinada coisa ou algum assunto].

Por que é importante o adulto receber diagnóstico de TEA?

Para que tanto ele quanto quem é do convívio dele compreendam essas alterações comportamentais. Por mais que, às vezes, tais alterações passem despercebidas, alguns sentimentos da pessoa com transtorno de espectro autista podem causar muita angústia. Ela se sente diferente. Sofre quando tem de mudar alguma rotina ou resolver um problema sozinha que necessite conversar com desconhecidos. Com o diagnóstico, o indíviduo pode receber tratamento adequado e melhorar a sua qualidade de vida.

Quais especialistas devem ser procurados para obter um diagnóstico preciso?

Neurologista ou psiquiatra. Às vezes, há necessidade de uma avaliação multidisciplinar para auxiliar nesse processo.

Existe alguma forma de tratamento para TEA em adultos?

Sim, o tratamento principal é feito com equipe multiprofissional que inclua psicoterapia, fonoterapia e terapia ocupacional. Além disso, muitas vezes é necessário fazer uso de um tratamento medicamentoso. Isso porque, na maioria dos casos, o TEA pode apresentar comorbidades, como transtorno depressivo, transtorno de ansiedade, déficit de atenção, entre outros.


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