Medicina e Saúde | Revista Graça/Show da Fé
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01/12/2020
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01/12/2020

Medicina e Saúde – 257

Além da aparência

Geralmente, os treinos de musculação estão associados ao emagrecimento e à modelagem do corpo para fins estéticos. Contudo, quem acha que exercitar músculos só acarreta ganhos relacionados à aparência está muito enganado.

O treinamento de força gera inúmeros benefícios para a saúde do coração, até superiores aos exercícios aeróbicos, como corrida, natação e caminhada. Uma pesquisa da Universidade de Saint George, em Granada, no Caribe, demonstrou que praticar qualquer tipo de atividade física reduz de 30% a 70% as chances de doenças cardiovasculares. Entretanto, os melhores resultados aparecem entre as pessoas que preferem exercícios de força.

A musculação também ajuda a preservar a saúde dos ossos. Inúmeros estudos realizados desde a década de 1960 têm demonstrado, claramente, a relação entre os treinos desse tipo e a regeneração da massa óssea, prevenindo e combatendo a osteoporose – condição que torna os ossos frágeis e quebradiços. (Élidi Miranda, com informações da agência Grupo Objetiva)

Saúde materna

Os benefícios que a amamentação garante aos bebês são bastante conhecidos. Contudo, pouco se fala dos ganhos das mães. Por exemplo: começar o aleitamento logo após o nascimento da criança ajuda o útero a se contrair, estimulando a expulsão da placenta. Passados os primeiros dias, a produção de ocitocina (conhecida como o hormônio do amor) evita a perda de sangue, o que diminui o risco de anemia por deficiência de ferro. A liberação do hormônio também reduz a ansiedade e tem efeito antidepressivo.
Os benefícios do aleitamento também podem ser sentidos a longo prazo, pois a amamentação reduz o risco de doença cardíaca e de diabetes tipo 2. Além disso, as chances de uma mulher que amamenta apresentar câncer de mama também são menores em relação àquela que nunca desenvolveu essa prática. O risco diminui 4,3% a cada 12 meses de amamentação. Alguns processos ocorridos na amamentação promovem a eliminação de células que poderiam apresentar lesões em seu material genético, o que reduz as chances de o câncer de mama se manifestar. (Élidi Miranda, com informações de Medela e Dona Comunicação)

Tratamento precoce

Cinco minutos com o Dr. Samuel Okazaki

POR ÉLIDI MIRANDA

O mundo ficou chocado com a morte prematura do ator norte-americano Chadwick Boseman, aos 43 anos. O astro do sucesso Pantera Negra (EUA, 2018) faleceu, vítima de câncer colorretal, um tipo de tumor que pode acometer o intestino grosso e o reto. A doença é mais frequente em homens e mulheres acima dos 50 anos e, geralmente, desenvolve-se de modo silencioso. Nesta entrevista, o Dr. Samuel Okazaki, clínico e cirurgião do aparelho digestivo, esclarece algumas dúvidas sobre essa condição que tem grandes chances de cura quando detectada precocemente.

Como é feito o diagnóstico do câncer colorretal?
Por meio de um exame que se chama colonoscopia. Durante esse procedimento, todo o intestino grosso e o reto são analisados com uma câmera. Quando é detectada alguma irregularidade que seja suspeita de câncer, uma biópsia é realizada na lesão, e o diagnóstico é feito a partir da análise desse material. Como check-up, todas as pessoas com mais de 50 anos devem realizar uma colonoscopia.

Quais são as principais causas da doença?
Quando o tema é câncer colorretal, falamos mais de fatores de risco do que de causas. Os principais fatores de risco são: pessoas com idade superior a 50 anos, obesidade, tabagismo e hábitos alimentares ruins, como a baixa ingestão de fibras, consumo excessivo de carne vermelha e uso frequente de bebidas alcoólicas. Outros fatores de risco são a ocorrência de algum caso de câncer colorretal na família, se a pessoa já teve câncer de mama, útero ou ovário e a presença de doença inflamatória intestinal.

Nesses casos, quais são os sintomas mais frequentes?
Mudança do hábito intestinal persistente, ou seja: uma pessoa que tinha um hábito intestinal normal e passou a ter diarreia ou prisão de ventre constante; a presença de sangue nas fezes; perda de peso involuntária; dores abdominais; anemia e indisposição. É importante salientar que esses sintomas não são exclusivos do câncer colorretal, e que são comuns também a outras patologias gastrointestinais. Por isso, na presença de algum desses sintomas, um médico especialista deve ser procurado.

Qual é o tratamento indicado?
É importante deixar claro que o câncer colorretal é totalmente passível de tratamento e há grande possibilidade de cura, principalmente se o diagnóstico for realizado nos estágios precoces da doença. A abordagem inicial preconizada é a cirurgia para a retirada da porção do intestino afetada pelo câncer e dos gânglios linfáticos ao redor dele. Dependendo do tamanho, da localização e extensão do tumor, a quimioterapia e a radioterapia podem ser realizadas como parte do tratamento e como prevenção de recidiva [reaparecimento da doença]. Em casos mais avançados, quando há a disseminação do câncer para outros órgãos (metástases), a possibilidade de cura é mais difícil. Ainda assim, os tratamentos cirúrgico e quimioterápico costumam ser aplicados visando manter a doença menos agressiva possível.

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