Família | Revista Graça/Show da Fé
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Foto: Johann Siemens / Unsplash

Continuidade


Tudo o que Deus fez tem o propósito da continuidade. Na criação, Ele fez todas as frutas com sementes, na intenção de que cada espécie fosse perpetuada. No reino animal, não foi diferente. Quando o Senhor decidiu destruir o mundo com o Dilúvio, separou um casal de cada bicho para que todos preservassem a sua respectiva linhagem.

Contudo, várias vezes, quando lemos a Bíblia, pulamos as passagens que registram as genealogias, por acharmos pouco interessantes todos aqueles nomes. Mas o Altíssimo dá muita importância a tudo isso. Essas pessoas são citadas porque elas cumpriram um plano divino chamado continuidade.

Por outro lado, como seres humanos imperfeitos, muitas vezes, somos incapazes de nos engajar em processos dessa natureza. Por exemplo: quando Deus fala conosco, por meio de Sua Palavra, sentimos imensa alegria, ficamos emocionados e até choramos. Porém, logo no dia seguinte, nós nos esquecemos do que Ele nos revelou! Outro exemplo: quando o Senhor coloca pessoas necessitadas do Evangelho em nosso caminho. Oramos por elas, e lhes entregamos a boa Palavra, porém, ao virarmos as costas, não nos lembramos dessas pessoas novamente. Pensamos apenas: “Plantei uma semente”.

Alto investimento – Entretanto, nenhum agricultor planta a semente e, em seguida, vira-lhe as costas. Ele acompanha o desenvolvimento de sua plantação com cuidado, pois entende que a semente é valiosa. Jesus disse: Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem e, voltando-se, vos despedacem (Mt 7.6). Ele chama a Sua Palavra de pérola, ou seja, algo de grande valor. Quando fazemos um investimento alto, desejamos e esperamos um retorno ainda maior. Se ele não vem, sentimos tristeza. Será que temos tratado a Palavra de Deus como pérola, como um alto investimento? Ou simplesmente não amamos as pessoas a ponto de querer esperar o retorno? Observe que Abraão gerou Isaque, o qual gerou Jacó, que, por sua vez, gerou as 12 tribos de Israel, a fim de dar continuidade ao plano do Todo-Poderoso. Elias “gerou” um discípulo, Eliseu. Jesus “gerou” 12 homens, que geraram 120, e este número continuou a aumentar. E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais (At 5.14). Até hoje, os seguidores de Jesus ao redor do mundo continuam a crescer em número. Porém, não podemos nos esquecer de que, na obra de Deus, não há lugar para os inconstantes. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa. O homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos. (Tg 1.7,8). A seara do Mestre necessita daqueles que, como o próprio Deus, anseiam pela continuidade de Sua obra. Portanto, não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido (Gl 6.9).

Pr. Rogério Postigo
Advogado e líder estadual da Igreja Internacional da Graça de Deus no Rio de Janeiro


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