Família | Revista Graça/Show da Fé
Missões – 274
01/05/2022
Foto: Pille R Priske / Unsplash

Tirando as máscaras


Durante a pandemia da covid-19, tornou-se comum o uso de máscaras que cobriam a boca e o nariz. Logo no início da crise sanitária, em 2020, achávamos estranho quando víamos alguém com esse acessório. Depois, foi o contrário: se estivéssemos em um lugar público e avistássemos alguém sem máscara, olhávamos para o indivíduo com certa estranheza e até receio. Agora, com a diminuição do número de mortes pela doença, as autoridades retiraram a obrigatoriedade do uso do artefato de tecido em locais públicos. Como é bom poder voltar a ver a expressão facial, os sorrisos. É um alívio!

Entretanto, enquanto todos se veem livres da necessidade de cobrir o rosto com um pedaço de pano, é necessário pensar nas outras máscaras existentes que também devem ser retiradas. Elas são pouco visíveis, só que têm sido utilizadas por bastante gente: as máscaras espirituais.

Em 2 Reis 5, a Bíblia narra a história de um general sírio chamado Naamã. Ele tinha muito prestígio. Contudo, apesar de sua importância e do alto cargo que ocupava, esse homem carregava consigo um grande drama: tinha lepra [hanseníase]. Diante do povo e de seu rei, era um general valoroso, mas, na intimidade, era uma pessoa enferma.

Eis uma situação, infelizmente, bastante comum. Há aqueles que, em público, mostram-se respeitáveis. Em casa, no entanto, são violentos com o cônjuge e os filhos. Os de fora imaginam que o casal é um exemplo, porém, na verdade, o casamento é uma fachada. Existe, também, quem esbanje dinheiro e ostente uma condição financeira irreal diante dos outros. E, na intimidade, está completamente endividado.

Da mesma forma, na igreja, há os que parecem ser servos fiéis a Deus, muito espirituais. Contudo, longe dos olhares da maioria, no uso da internet ou diante de qualquer tentação, logo se entregam ao pecado, pois, na verdade, são carnais. Misericórdia! Quantas máscaras ainda precisam ser tiradas! Quantos corações ainda têm de ser derramados aos pés do Senhor Jesus, em arrependimento, para que o verdadeiro homem interior seja recriado em Cristo e possa refletir a glória de Deus (2 Co 3.18).

Sepulturas brancas – Os embates que o Senhor Jesus tinha com os religiosos de Seu tempo eram justamente por causa das máscaras usadas por aqueles homens. Eles gostavam de aparentar uma falsa santidade. Suas vestes naturais eram impecáveis, entretanto só o seu exterior era bonito (Mt 23.27,28). Quem nunca foi a um cemitério com sepulturas pintadas de cal? São brancas por fora, mas e por dentro?

Examine o seu coração, tire a mágoa, o pecado escondido. As pessoas se esforçam tanto para manter falsas aparências. No entanto, com bem menos esforço, se retirarem as máscaras, receberão a graça de Deus, Seu perdão e a chance de começar uma nova vida, da forma certa. E destruirá, neste monte, a máscara do rosto com que todos os povos andam cobertos e o véu com que todas as nações se escondem (Is 25.7). É tempo de livrar-se das máscaras! Deus abençoe você!

Pr. Rogério Postigo
Advogado e líder estadual da Igreja Internacional da Graça de Deus no Rio de Janeiro


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.