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Foto: Barn Images / Unsplash

Unidade na diversidade


Unidade entre os servos de Deus é incentivada e valorizada nas Escrituras Sagradas. O resultado dela é a bênção e a vida para sempre (Sl 133.3). Parece-me ser esse um dos motivos pelos quais Satanás trabalha tanto para produzir desunião, seja no núcleo familiar seja na Igreja.

A unidade cristã, no entanto, não significa, necessariamente, uniformidade (ação que só têm uma forma). A Palavra nos mostra que pode existir unidade na diversidade e na pluralidade de dons e chamados. Assim é formada a Igreja: são pessoas diferentes, com dons e talentos distintos, mas com um cabeça, que é Cristo (Cl 1.18). Tudo é harmonioso, como em uma orquestra, em que vários instrumentos tocam juntos, dirigidos pelo supremo Maestro, produzindo um som maravilhoso que agrada aos ouvintes. O apóstolo Paulo escreveu: E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo (Ef 4.11-13).

Boas diferenças – Nossas qualidades e habilidades particulares ajudam na execução da obra do Senhor. Conta-se que, certa vez, aconteceu grande confusão em uma marcenaria: a lixa, revoltada, pediu que o martelo fosse excluído do grupo, alegando que ele só ficava batendo e fazendo um barulho desagradável. O martelo admitiu que as acusações eram procedentes, mas reclamou que a lixa era muito áspera e grossa, o que a tornava insuportável. O parafuso foi acusado de dar muitas voltas para chegar ao seu objetivo. As outras ferramentas alegaram que a régua gostava de bancar a “certinha” e se achava no direito de medir tudo o que via. Mas, quando parecia que o caos estava formado, surgiu o senhor Marceneiro, que reuniu todas as ferramentas e, com grande habilidade, usou cada uma, no momento certo, para construir um lindo móvel. As diferenças são boas, quando colocadas na submissão do Espírito Santo, pois Sua obra acarreta unidade, enquanto as ações da carne geram divisão na Igreja (Tg 4.1). Não por acaso, o Senhor Jesus orou pela união entre os irmãos: Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós (Jo 17.11b). Observe que, onde não há unidade, tudo dá errado, pois uma casa dividida não subsistirá (Mt 12.25). Portanto, devemos preservar a unidade na família, na Igreja e onde o Senhor nos permitir estar.

Pr. Rogério Postigo
Advogado e líder estadual da Igreja Internacional da Graça de Deus no Rio de Janeiro


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