Entrevista | Revista Graça/Show da Fé
Carta Viva – 248
01/03/2020
Brasil
01/03/2020
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Entrevista | Pra. Thaís Benevente

Ajudadoras valorosas

Líder do MQV em São Paulo fala da importância de ensinar corretamente a Palavra às mulheres

Por Marcelo Santos

Para as integrantes do ministério Mulheres que Vencem (MQV), todos os dias do ano são dedicados a servir, por meio de (muitas) atividades, entre elas, cultos nos lares, visitas a presídios femininos e apresentação de programas de TV. Há ainda frentes de trabalho na área social, como doação de leite materno e de sangue. Em cada parte do país, o MQV tem crescido e se destacado nos últimos anos.

No estado de São Paulo, a líder do MQV é a Pra. Thaís Benevente da Silva, 35 anos. Formada em Administração de Empresas pela PUC de Campinas (SP), casada com o Pr. Carlos Roberto da Silva (coordenador do ministério Homens Que Vencem no estado paulista) e mãe de Teodora, seis anos, e Luís Augusto, quatro, ela está à frente do trabalho desde maio de 2018.

Nesta entrevista à Graça/Show da Fé, a pastora conta que tem visto várias vidas sendo transformadas por meio do ministério e testemunhado centenas de milagres. Ela fala um pouco sobre o MQV, o qual tem sido instrumento de Deus para a propagação da Palavra.

Como surgiu o convite para liderar o Mulheres Que Vencem (MQV)?

O Pr. Jayme de Amorim Campos me apresentou ao Missionário R. R. Soares, o qual me fez o convite para assumir a direção do Mulheres Que Vencem em São Paulo. Hoje, temos o programa Espelhos da Fé. Ele vai ao ar de segunda a sexta, em dois horários, às 11h50 e às 19h20, na Rede Internacional de Televisão (RIT), e às 15h, no Canal da Juventude Cristã (CJC). Aos sábados, temos o programa Mulheres Que Vencem, apresentado às 10h30, na RIT. Os programas têm conteúdos diferentes. O diário é um devocional, de dez minutos de duração, uma mensagem de fé com uma oração no final. Recebemos muitos testemunhos. Já o Mulheres Que Vencem tem uma pregação e testemunhos, e dura 40 minutos.

Quantas mulheres fazem parte deste ministério em São Paulo e no Brasil?

Uma forma de mensurar é por meio do nosso site. Qualquer mulher pode se cadastrar. A pessoa acessa o site www.mulheresquevencem.com.br ou preenche uma ficha de cadastro passada durante as reuniões na Igreja. No estado de São Paulo, temos mais de 42 mil mulheres cadastradas. E, em todo o Brasil, mais de 120 mil. Depois de fazer o cadastro, a mulher recebe um conteúdo exclusivo pelo celular, com mensagens, propósitos de oração e formas de participar de maneira mais ativa do ministério. Porém, o número de mulheres é bem maior que esse, porque nem todas se cadastraram. No estado de São Paulo, por exemplo, cada Igreja possui, em média, 300 mulheres, e temos mais de 1.600 templos.

Quais são as principais atividades do ministério?

Há o trabalho mais evangelístico: a equipe visita outras mulheres nos lares, reúne os vizinhos, pessoas que estão sofrendo, e dá uma palavra, seja na garagem, na laje, seja no espaço que alguém ceder. Esses locais se tornam pontos de pregação praticamente. Há inúmeras atividades na Igreja das quais as mulheres podem participar, como o coral, o teatro, a equipe de limpeza. Também podem se sentir úteis inserindo-se na equipe de atendimento e nos trabalhos sociais. Entretanto, a ação forte mesmo acontece fora da Igreja, por exemplo, com meninas que cometem atos infracionais e mulheres em presídios. No entanto, o principal, a base, é o ministério da intercessão. São grupos de intercessoras que se reúnem e oram por uma causa toda semana. A partir desse ministério, foram surgindo outros, como o trabalho com musicoterapia, as obras sociais, a doação de leite materno e a doação de sangue.

São muitos testemunhos entre tantas ações promovidas pelo MQV?

Sim. A princípio, nosso ministério era voltado à cura interior, mas acabou tornando-se um ministério de cura do corpo físico também. Os testemunhos acontecem porque ensinamos às mulheres que elas não precisam carregar culpa ou achar que são menos do que Jesus disse que são. Ensinamos que elas têm poder e autoridade sobre qualquer ação maligna. Temos casos, como o de uma moça de Ribeirão Preto (SP). Ela pretendia tirar a própria vida por causa de uma dor no peito interminável. Naquele dia, iria pegar um galão de álcool e tocar fogo em si. Mas foi à casa de uma amiga que a convidou para ir à Igreja. Durante a reunião, fez a oração da fé e ficou liberta daquela dor.

Vivemos dias de profundas transformações. Se, por um lado, existe um movimento para as mulheres terem mais presença no mercado de trabalho, por outro existe a desconstrução de sua imagem como aquela que se dedica aos cuidados da casa, da família. Enfim, é possível trilhar esse caminho de mudanças sem cair em radicalismos?

A Bíblia incentiva a mulher a crescer. Ela nos dá exemplos claros de mulheres que foram líderes, como Débora e Ester. Eram fortes, porém usaram toda a sabedoria oferecida pelo Espírito de Deus e não deixaram de exercer seu papel de submissão, aquele que o Livro Santo nos garante que devemos ter. Não podemos nos esquecer de que uma vida pautada na Palavra é a melhor. Em nenhum momento das Escrituras, a mulher é diminuída, seja dentro de casa seja no mercado de trabalho. A Palavra nos mostra exemplos de mulheres que tiveram atitude e que exerceram liderança em certas situações, mas que permaneceram submissas a Deus, ao Espírito do Senhor e ao marido. Elas sempre se lembraram do papel que lhes foi dado em Gênesis, o de ajudadora, ou seja, aquela que anda ao lado. Então, é completamente possível trilhar esse caminho. O que falta para nós é o entendimento completo da Palavra, sem adulteração. A verdade não faz curvas.

Thaís Benevente
Pastora e coordenadora do Mulheres Que Vencem (MQV) em São Paulo

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