Novela da Vida Real | Revista Graça/Show da Fé
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Foto: Arquivo pessoal

“Maior que a morte”

Patrocinador sobrevive ao câncer duas vezes graças à intervenção de Deus

Por Evandro Teixeira

A vida de Dayferson Carlos Araújo, 46 anos, é um milagre: por duas vezes, enfrentou o câncer e venceu. Patrocinador da obra de Deus, ele é uma prova de que a bênção do Senhor é capaz de mudar os piores prognósticos.

A primeira vez que se deparou com a doença foi em dezembro de 2017. Na ocasião, trabalhava como motoboy de um restaurante em Belo Horizonte (MG). Certo dia, na hora do almoço, sem qualquer explicação, ficou engasgado com a comida. Somente conseguiu expelir o pedaço de carne que estava parado no esôfago com a ajuda dos colegas.

O motoboy considerou aquilo estranho e procurou ajuda médica. Foi submetido, então, a uma série de exames, e, em março de 2018, veio a constatação: ele tinha um câncer no esôfago, e o tumor estava em estágio avançado. Dayferson confessa que no momento em que recebeu o diagnóstico foi muito difícil e chegou a pensar que teria pouco tempo de vida.

Naquela época, ele já havia começado a frequentar a sede estadual da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Minas Gerais. Ele conhecera esse ministério por meio do programa Show da Fé e se tornara patrocinador porque entendia a importância de colaborar financeiramente para a propagação do Evangelho. Assim, mesmo diante do problema, permaneceu firme nas promessas divinas e decidiu enfrentar aquele mal, crendo sempre que Deus poderia curá-lo.

Casado com Luciana Santos Fernandes Araújo, 36 anos, e pai de três filhos (Gabriel, 24, Nicole, 22, e Raniely, 14), Dayferson contou com o apoio da família, de parentes, amigos e irmãos em Cristo durante todo o longo tratamento que se seguiu. Primeiro, teve de ser submetido a uma cirurgia para extrair o tumor. Passou também por uma jejunostomia, procedimento no qual uma sonda flexível de alimentação é inserida no intestino delgado, por meio de um orifício no abdômen. O objetivo era fornecer-lhe o aporte nutricional necessário, o que não seria possível pela via oral ou gástrica devido ao seu quadro. Dayferson entrou no hospital pesando 89kg e, depois, chegou a pesar 46kg.

Para ele, foi assustador quando se viu pela primeira vez diante do espelho, após tanto tempo internado. “Estava pele e osso. Voltei para o leito e clamei ao Senhor, dizendo que não queria morrer”, recorda-se ele, o qual relata que, nos cinco meses de internação, contraiu duas infecções. Uma delas havia provocado o surgimento de uma fístula [via anormal de comunicação entre a parte interna do corpo e o meio externo]. “Tudo o que eu comia vazava pela fístula no meu pescoço.”

Exame atual mostrando a ausência da doença e Dayferson, no hospital, quando fez sessões de quimioterapia e de radioterapia Foto: Arquivo pessoal

Recidiva do câncer – Após aquele longo período de internação, Dayferson deixou o hospital, mas ainda com a sonda. Ele se lembra de que persistia a dificuldade para engolir. Mas, em casa, teve a ajuda de sua irmã Jucely Batista Araújo Barrosa, 51 anos, que é técnica em Enfermagem. Uma semana depois da alta hospitalar, em um ato de fé, ele decidiu tomar sopa por via oral. Para a surpresa dele, o alimento não vazou pela fístula. Feliz com o resultado, contou o ocorrido ao médico, entretanto foi orientado a não repetir o ato porque, segundo o especialista, não era possível saber exatamente para onde a comida estava indo.

Ele estava sendo reavaliado periodicamente, e, ao fazer novos exames, foi observado que não havia mais bloqueio esofágico. Mesmo assim, mantiveram a sonda. No entanto, Dayferson estava decidido a não mais usá-la. “Com o passar dos dias, minha alimentação via oral só melhorava.” Em dezembro de 2018, ficou livre do tubo. Contudo, continuou sendo monitorado pela equipe médica.

A cada três meses, fazia exames. Em setembro de 2020, já recuperado daquele tumor, teve outro câncer, desta vez, na região do estômago e em estágio inicial. Os especialistas resolveram encaminhá-lo imediatamente para o tratamento de quimioterapia e radioterapia. Essa etapa foi bastante difícil para Dayferson, e ele admite que a ideia de morrer voltou à sua mente. Entretanto, não se deixou abater: firmou sua fé na vitória.

Dayferson Carlos Araújo, entre a filha caçula Raniely e a esposa, Luciana: “Eu me sentia amparado pelo Altíssimo” Foto: Arquivo pessoal

Para evitar imprevistos, caso houvesse outro tipo de obstrução, os médicos decidiram recolocar a sonda de alimentação. No entanto, não houve alteração na forma de Dayferson comer. Foram cinco sessões de quimioterapia e 20 de radioterapia. “Não houve interrupção do tratamento, porque os médicos queriam eliminar a doença de uma vez”, relata. E, assim, em dezembro de 2020, ele passara por todo esse caminho.

Ao longo de todo o tempo, Dayferson afirma que sua fé em Jesus foi ainda mais fortalecida. No leito do hospital ou em casa, assistia ao Show da Fé, por onde alimentava sua esperança no Senhor. “Depositei nEle minhas angústias e meus medos. Por meio das mensagens dos pastores e do Missionário R. R. Soares, eu me sentia amparado pelo Altíssimo.”

Por causa da enfermidade, Dayferson está aposentado. Porém, faz questão de dizer que agradece todos os dias a Deus pela vida. E, a cada três meses, é reavaliado pelos médicos, que afirmam não haver vestígio do câncer em seu organismo. Em uma dessas consultas, encontrou um dos cirurgiões que participaram de sua operação, e este se mostrou surpreso ao vê-lo vivo e tão bem. “Disse a ele: ‘Doutor, Deus é maior que a morte’.”


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