Medicina e Saúde | Revista Graça/Show da Fé
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Renovação necessária

Pexels / Mart Production

Os efeitos do envelhecimento sobre os cabelos das mulheres não afetam só a cor (foto). Na verdade, o tempo em si gera o desgaste dos fios: com o avançar da idade, existe uma perda natural de certas substâncias, como a queratina e lipídeos, deixando os fios mais finos e quebradiços. Além disso, vários fatores, como exposição ao sol, tabagismo ou o tempo de utilização de produtos químicos (tinturas, por exemplo), afetam a saúde dos cabelos à medida que os anos passam. Muitas mulheres também sofrem de calvície (alopecia feminina), um problema congênito que reduz drasticamente a quantidade de fios. Há ainda a questão da menopausa, a qual se dá, em geral, entre 45 e 55 anos, quando ocorre a queda da produção do hormônio estrogênio, ligado à qualidade de cabelos, unhas e pele.

Para reduzir o impacto da “velhice” dos cabelos, um médico especialista pode prescrever a suplementação de vitaminas e de hormônios. Outros tratamentos, mais caros e invasivos, também dão resultado, tais como a injeção de substâncias no couro cabeludo, a fim de promover o crescimento saudável dos fios, e procedimentos a laser, para ampliar o fluxo de sangue nos vasos da cabeça, gerando fios novos, mais grossos e resistentes. (Élidi Miranda, com informações de Máxima Assessoria)

Reprodução

Doença infecciosa

Erisipela (foto) é uma infecção bacteriana que afeta os vasos linfáticos e áreas próximas à pele. Acomete, principalmente, os membros inferiores. No entanto, braços e até mesmo a face podem ser afetados. Os principais sintomas são dor, calor, vermelhidão, inchaço, linfadenopatia (íngua), febre alta, eventuais vômitos e dor de cabeça.

A mazela pode surgir a partir de lesões contínuas na pele, como uma frieira entre os dedos dos pés, coceiras e machucados que possibilitem às bactérias que vivem normalmente na derme infectar os vasos linfáticos. Em algumas regiões do Brasil, em especial no estado de Pernambuco, é um problema comum devido à filariose (elefantíase), doença transmitida por meio da picada do mosquito culex quinquefasciatus infectado. Além disso, pés de diabéticos com ferimentos também podem favorecer o surgimento da erisipela.

O diagnóstico é feito por meio de exame clínico, e o tratamento visa combater tanto a infecção, por meio de medicamentos antibióticos, quanto o ferimento que levou ao problema. (Élidi Miranda, com informações de Way Comunicação)

A fim de evitar o inchaço dos membros inferiores, o ideal é deitar-se e elevar as pernas a um nível acima do coração pelo menos três vezes ao dia por 15 minutos. Não se prolongar na mesma posição também ajuda, assim como praticar atividades físicas diariamente e manter uma alimentação saudável. Caso ocorra o inchaço, compressas de água fria podem ser boas, mas um especialista deve ser consultado se o problema persistir. (Élidi Miranda, com informações de Medellín Comunicação)

Alegria à mesa

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Arquivo pessoal

Cinco minutos com

Alexandra Corrêa de Freitas

POR ÉLIDI MIRANDA

A alimentação pode afetar o humor dependendo da forma como ela acontece e quais alimentos estão presentes. Nesta entrevista, a nutricionista Alexandra Corrêa de Freitas, docente do curso de Nutrição e Fisioterapia da Faculdade Santa Marcelina, de São Paulo (SP), esclarece melhor o tema:

 

Como a alimentação afeta o humor? 

Uma das várias funções que os alimentos e nutrientes exercem em nosso corpo é contribuir para a produção de neurotransmissores, os quais favorecem o bom funcionamento cerebral, levando a uma interferência direta em nossas condições emocionais e de humor.   

No caso da depressão, que é um transtorno de humor, quais alimentos podem ajudar a combatê-la? 

Alguns nutrientes, como o triptofano, vitaminas do complexo B e magnésio, auxiliam na produção de serotonina, conhecida popularmente como o hormônio da felicidade e do bem-estar. Eles estão presentes na banana, em alguns peixes, nos laticínios e no chocolate – nesse caso, deve-se dar preferência ao mais amargo com pelo menos 70% de cacau.

Muito se tem falado também a respeito da “dieta mediterrânea” e de sua influência na saúde mental. Ela é baseada no consumo de alimentos in natura, em fibras e nas gorduras insaturadas (as “gorduras boas”). É rica em verduras, legumes, frutas, castanhas, azeites e peixes, especialmente os que são fontes de ômega 3, como salmão, sardinha, atum, arenque e anchova.

Contudo, é importante ressaltar que a depressão requer outros cuidados que vão além da alimentação. 

Existem alimentos que podem favorecer o surgimento da depressão? 

O consumo frequente e excessivo de alimentos ultraprocessados (ricos em gorduras saturadas, açúcar, sódio, conservantes, aditivos químicos, corantes e outras substâncias, e pobres em vitaminas e minerais)pode afetar a saúde mental e física de forma negativa. Ademais, dietas com base em restrição drástica ou absoluta de carboidratos, chamadas popularmente de low carb, podem agravar quadros de ansiedade e depressão. Os carboidratos têm a função de fornecer energia, e, na sua ausência, o cérebro pode emitir sinais de irritabilidade, cansaço, perda de força e mau humor.

Qual é a influência da hidratação sobre a saúde mental? 

A água tem papel importante, uma vez que as reações químicas e metabólicas, assim como a digestão e transporte de nutrientes são dependentes dela. Da mesma forma, a eliminação de resíduos e toxinas, principalmente pela urina, também requer uma boa hidratação. Pensando no funcionamento cerebral, a água contribui para a lubrificação das membranas que envolvem o cérebro, e estudos mostraram que, em casos de desidratação, acontece declínio cognitivo, perda de concentração, sentimento de desânimo, irritabilidade e ansiedade. O organismo fica em desequilíbrio, aumentando os níveis de cortisol – conhecido como o hormônio do estresse – e contribuindo negativamente para a condição mental e física de qualquer indivíduo.

O que caracteriza uma alimentação realmente saudável?

Aquela que está em quantidade adequada para a pessoa a que se destina; que tenha qualidade nutricional – rica em fibras, com menor aporte de gordura, sal e conservantes e, de preferência, in natura ou minimamente processada. 

É possível ingerir os nutrientes necessários à manutenção da saúde sem estourar o orçamento?  

Sim. A ideia de que comer bem significa gastar bastante dinheiro deve ser desencorajada. Lembre-se de que o mais simples, muitas vezes, é a melhor opção. Para conseguir ingerir os nutrientes necessários, é importante buscar alimentos de grupos alimentares diferentes e não os somar. Por exemplo: leite e café, pão francês com manteiga, uma fruta. Esse é um café da manhã simples, porém com alimentos de vários grupos alimentares que não vão estourar o orçamento. O erro acontece ao sobrecarregarmos a refeição, com leite e café, pão francês, iogurte, queijo branco, salada de frutas e suco de laranja.  A pessoa eleva o custo e vai ingerir alimentos dos mesmos grupos (como leite, queijo e iogurte; além do suco de laranja e a salada de frutas). O mais simples pode ser o mais adequado.

No contexto da alimentação saudável, qual é a importância de priorizar os alimentos preparados na cozinha de casa?

Há o cuidado no preparo, pois são alimentos frescos e bem higienizados. No entanto, várias famílias têm preparado alimentação com excesso de sal, gorduras, açúcar e temperos prontos. Quando isso acontece frequentemente, deixa de ser saudável.

As proteínas de origem animal sofreram grande aumento de preço no último ano. É possível substituí-las por fontes mais baratas?

As proteínas de origem animal (carnes vermelhas e brancas) podem e devem ser intercaladas com proteína de origem vegetal, como a soja, o feijão, a lentilha, a ervilha e o grão de bico. Outra opção de origem animal, porém, com melhor custo é o ovo. É importante lembrar que nosso corpo não precisa de um prato cheio de carne (seja branca seja vermelha). O excesso foge da proposta de qualidade e quantidade nutricional.

Muito se fala no consumo de alimentos integrais, como o arroz. Vale realmente a pena inseri-los na dieta, já que têm um custo mais elevado? 

Alimentos integrais trazem saciedade e ajudam no bom funcionamento intestinal, se associados à ingestão hídrica adequada. Ademais, auxiliam na redução do colesterol ingerido e da glicose. Portanto, os alimentos integrais precisam ser inseridos na alimentação, mas não necessariamente apenas o arroz integral. Há outras boas opções para o dia a dia, tais como aveia, linhaça, chia, farelo de trigo e granola.

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