Medicina e Saúde | Revista Graça/Show da Fé
Medicina e Saúde – 273
01/04/2022
Família – 274
01/05/2022

Sem excessos

Laark Boshoff / Unsplash

O chá verde é um alimento bastante consumido atualmente por quem deseja perder peso. As folhas de Camellia sinensis, de fato, têm uma leve ação termogênica e, portanto, aceleram o metabolismo, aumentando a queima de gordura corporal. Estudos sugerem que consumir três xícaras de chá verde diariamente (em torno de 250mg) pode fazer o organismo queimar, aproximadamente, 100kcal extras – o equivalente ao valor calórico de uma banana média.

Muita gente utiliza o chá concentrado, em cápsulas, buscando obter efeitos emagrecedores. Entretanto, o uso prolongado de doses concentradas de chá verde pode resultar no desenvolvimento de reações inflamatórias, como a colestase (a interrupção do fluxo da vesícula), pode provocar acúmulo de gordura no fígado e causar até hepatite, em alguns casos. Para aproveitar os benefícios da planta, o ideal é ingerir dois copos de chá solúvel ou cerca de 10g de erva preparados em 200ml de água por dia. (Élidi Miranda, com informações de Tree Comunicação)

A enfermidade não é contagiosa, mas as suas causas ainda não estão bem esclarecidas. Acredita-se que fatores genéticos e ambientais podem desencadeá-la, especialmente situações de forte estresse. O vitiligo também não tem cura, porém existem tratamentos que ajudam a melhorar a aparência da pele, estimulando a repigmentação das áreas afetadas, por exemplo, com o uso de corticoides ou fototerapia. O dermatologista é o profissional capacitado para indicar o tratamento mais adequado. Entretanto, como a disfunção pode ser estimulada por fatores emocionais, a psicoterapia pode ser um importante coadjuvante no tratamento. (Élidi Miranda, com informações de Tua Saúde e CPO Comunicação)

Exame preventivo

Ray Reyes / Unsplash

O câncer de colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina – fica atrás apenas do câncer de mama e do colorretal – segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Ele é causado pela infecção persistente por alguns tipos de HPV (o papilomavírus humano). Seu desenvolvimento é lento e, geralmente, não apresenta sintomas na fase inicial. Com o tempo, podem aparecer sangramentos vaginais (especialmente depois das relações sexuais e no intervalo entre as menstruações), além de corrimento escuro e odor forte e desagradável.

Os fatores de risco para o câncer de colo do útero são, entre outros, início da atividade sexual precoce, múltiplos parceiros, tabagismo (foto) e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais. A prevenção é essencial para evitar o avanço desse mal. A vacina contra o HPV está disponível para meninas de 9 a 14 anos e para meninos de 11 a 14. Porém, os imunizantes protegem apenas contra dois tipos de HPV, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero. Assim sendo, vale o alerta: vacinar-se não exclui a necessidade de as mulheres realizarem o exame preventivo (papanicolau) a partir dos 25 anos, a fim de diagnosticar a presença de lesões pré-cancerígenas, antes que elas se transformem em tumores malignos. (Élidi Miranda, com informações de Comunicação Sem Fronteiras)

Dor difusa

Cinco minutos com

 a Dra. Bruna Giusto

POR ÉLIDI MIRANDA

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Arquivo pessoal

A fibromialgia é uma síndrome cuja principal manifestação é a dor em todo o corpo. “Muitas vezes, a pessoa não consegue definir de onde vem as dores, se dos músculos ou das articulações. Os pacientes costumam dizer que não há lugar que não doa”, informa a reumatologista Bruna Giusto, da clínica Cobra Reumatologia, em São Paulo (SP). Nesta entrevista, a médica explica alguns aspectos dessa doença.

Geralmente, os portadores de fibromialgia não são compreendidos pelas pessoas ao seu redor. Por que isso acontece?

Muitas vezes, eles são rotulados e sofrem estigmas. Isso acontece porque a doença não é visível aos olhos, não é algo que as pessoas consigam enxergar, não é um machucado aberto que sangra, não é uma deformidade. É uma disfunção do sistema nervoso central que causa uma amplificação da dor. A pessoa sente muita dor, o incômodo é real. Porém, se outras pessoas veem isso como simulação, sinal de depressão ou mesmo como “frescura” e preguiça, o paciente fica sem rede de apoio.

O que pode causar a mazela?

Não existe ainda uma causa definida. Existem algumas pistas e teorias. Estudos mostram que os pacientes apresentam uma sensibilidade maior à dor do que as pessoas que não têm fibromialgia. Seria como se o cérebro dos portadores dela interpretasse de forma exagerada qualquer estímulo, seja o toque, uma roupa apertada, às vezes, até um carinho ou uma massagem. Sendo assim, tudo vira dor.

Quais são os principais sintomas?

O principal sintoma, com certeza, é a dor no corpo todo; mas, além do que muitos pensam, há também fadiga (um cansaço extremo não proporcional ao esforço físico), sono não reparador (a pessoa acorda cansada, com a sensação de que não descansou), problemas de memória e concentração, formigamento e dormências pelo corpo todo, dores de cabeça, tontura. Podem acontecer alterações intestinais, como a síndrome do intestino irritável, e problemas urinários. Além dos sintomas físicos, é comum que os pacientes com fibromialgia tenham depressão e ansiedade.

Há tratamentos disponíveis? A cura é possível?

A fibromialgia ainda não tem cura, mas existem tratamentos. É uma condição crônica, mas não precisa ser dolorosa, pois pode responder aos tratamentos e entrar em remissão – quando os sintomas deixam de aparecer. Bom lembrar que a fibromialgia não trará danos à locomoção, às articulações ou levará a alguma deformidade ou problemas mais graves. No entanto, precisa de acompanhamento clínico reumatológico e ambulatorial adequado, pelo menos a cada três ou seis meses, dependendo do paciente. Tomar os medicamentos e seguir o tratamento é fundamental, assim como ter entendimento sobre a doença e compartilhá-lo com familiares e amigos para criar uma rede de apoio. Além disso, o paciente deve praticar exercícios físicos, manter uma alimentação saudável, fazer a higiene do sono, tentar evitar estresse e sair de situações que causem ansiedade e depressão, além de realizar sessões de psicoterapia cognitivo-comportamental.

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